IBA PT054 : Capelinhos


Área: 215 ha | Vigilante de IBA:

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DESCRIÇÃO DA IBA :

A IBA compreende duas zonas: a zona dos Capelinhos-Ponta da Fajã, que se estende ao longo da linha de costa, desde a beira mar até ao rebordo da falésia, com início no Porto dos Capelinhos e fim no Porto da Fajã; e a zona do Vulcão dos Capelinhos, constituída por um cone vulcânico costeiro, uma praia de areia e falésias de costa rochosa adjacente. A erupção deste vulcão submarino é a mais recente dos Açores (1957-1958) e esta área possui uma grande diversidade geomorfológica e locais ainda em evolução, caso das areias vulcânicas e dos fundos marinhos. Os habitats naturais da zona envolvente do vulcão são essencialmente caracterizados por vegetação vivaz das costas de calhaus rolados, falésias com vegetação das costas macaronésicas, campos de lavas e escavações naturais. A zona da Ribeira das Cabras é também uma zona ao longo da falésia alta, que apresenta algum mato macaronésico endémico, vegetação vivaz das costas de calhau rolado e falésias com vegetação das costas macaronésicas.

Protecção legal

Nacional: Área Protegida Vulcão dos Capelinhos/Reserva Florestal Natural dos Capelinhos
Internacional: ZPE Caldeira e Capelinhos; SIC Caldeira e Capelinhos

FOTOGRAFIAS DA IBA :

IMAG DOP

FICHA TÉCNICA DA IBA :
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AMEAÇAS IDENTIFICADAS NA IBA E NOTICIAS :

O navio "CP Valour" encontra-se encalhado ao frente desta IBA. Existem contaminantes perigosos no barco, que até agora não foram removidos. Hugo Diogo, vigilante desta IBA afirma que:

"A localização do naufrágio fica aproximadamente a 0.5 km a Este da IBA dos Capelinhos. A situação é critica principalmente porque este navio contêm 2 mil toneladas de combustível e segundo o jornal Diário de Noticias 8 toneladas de vários químicos extremamente perigosos. A colónia de garajaus-comuns felizmente que há mais de um mês que não apresenta qualquer indivíduo, nomeadamente os juvenis de 2005, os últimos a abandonar o local. No entanto espécies de aves como pilrritos, garças cinzentas, maçarico-galego, rolas do mar e uma grande colónia de gaivotas que se localiza a uma escassa centena de metros do local, poderão estar em perigo, sem falar de outras espécies aquáticas. Porém até ao momento (16/12/2005) não existe qualquer registo de contaminação nas aves marinhas. Os próximos dias são de extrema importância, vai depender da remoção ou não do navio, pois caso o vento mude de direcção, nomeadamente para Norte ou Oeste, as hipóteses de sucesso de retirar o navio em segurança sem impacto ambiental significativo diminuem.
Estive apenas pessoalmente no Domingo dia 12 de Dezembro no local, onde pude constatar que até aí a área envolvente ao vulcão dos Capelinhos e Porto comprido, não dava mostras da presença de hidrocarbonetos, verificando-se a acumulação dos resíduos de combustível na baia onde ocorreu o acidente. Colegas meus têm ido ao local diariamente e garantem-me que a situação estabilizou. Quanto ao encalhamento e ao evoluir da situação pouco mais posso acrescentar do que tem vindo a publico pela imprensa local e nacional, porém o “intradop”, a pagina on-line do Departamento Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores tem acompanhado meticulosamente este acontecimento, pelo que coloco em baixo textualmente e fotograficamente todas as notícias de acompanhamento deste caso efectuadas por este organismo.
"

Para mais novidades relativas à este acidente, consultar as noticias on-line do DOP (parceiro da SPEA no projecto LIFE IBAs Marinhas) no seguinte endereço: http://www.horta.uac.pt/intradop/

A SPEA já distribuiu dois comunicados de imprenssa sobre esta noticia, para consultar clique aqui: 14-Dezembro 15-Dezembro

Introdução de plantas/animais (A), Perturbação (A), Recreio/Turismo (A), Exploração não sustentável (C).


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