A SPEA é uma ONG de ambiente sem fins lucrativos, que tem por missão trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras.
A Lagoa de Paramos situa-se entre os concelhos de Espinho e Ovar e é ligada ao mar por uma estreita abertura - a Barrinha de Esmoriz.
Esta lagoa, com 396 hectares, faz parte da Rede Natura 2000 e está também classificada como Área Importante para as Aves e Biodiversidade (IBA). É a zona húmida mais significativa no litoral Norte de Portugal, entre a ria de Aveiro e o estuário do Rio Minho. As lagunas costeiras representam, pelas suas características de zonas de transição entre o meio terrestre e marítimo, ecossistemas de grande riqueza e biodiversidade.
Como espécies mais relevantes, salienta-se a presença de dois endemismos ibéricos: no caso da flora, a Jasione lusitanica (sem nome comum), e no caso da fauna, a lampreia-de-riacho (Lampetra planeri). As aves representam o grupo faunístico mais representativo desta lagoa e podemos aqui encontrar diversas espécies de aves terrestres e aquáticas. Algumas espécies que aqui podem ser observadas: pato-real, corvo-marinho-de faces-brancas, garça-branca-pequena, garça-real, águia-sapeira, galeirão, pilrito-das-praias, guincho, gaivota-de-patas-amarelas, gaivota-de-asa-escura, entre muitas outras.
Em termos das ameaças a que esta zona está sujeita, referimos algumas das principais:
Pisoteio das dunas
Poluição dos cursos de água
Invasão por espécies exóticas (ex. acácia e chorão)