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A SPEA é uma ONG de ambiente sem fins lucrativos, que tem por missão trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras.

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Projectos / Censo de Aves Comuns

O Censo de Aves Comuns (abreviadamente designado por CAC) é um programa de monitorização a longo prazo de aves comuns nidificantes e seus habitats, em Portugal. Foi lançado pela SPEA, em 2004, no Continente e na Madeira, tendo iniciado nos Açores em 2007.


Importância do Projecto
Uma vez que as políticas ambientais afectam a gestão e utilização do território, a criação de um “Índice de Aves Comuns” em Portugal, por tipo de habitat (agrícola, florestal, etc.), constitui uma ferramenta importante para medir a sustentabilidade das próprias decisões políticas ao longo do tempo. Já foram dados os primeiros (e importantes) passos neste sentido, uma vez que o Índice de Aves Comuns (IAC), que é fornecido pelo CAC, está incluído na Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável 2005-2015, como um dos indicadores de Biodiversidade. Para além disso, o Índice de Aves Comuns de Zonas Agrícolas (IACZA) foi também incluído no Plano Estratégico Nacional para o Desenvolvimento Rural 2007-2013. Como consequência deste reconhecimento, os Indicadores IAC e IACZA estão já a ser utilizados regularmente por entidades oficiais em Portugal, nomeadamente pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP).

A importância do Censo de Aves Comuns não se restringe ao contexto nacional, uma vez que está integrado no Esquema Pan-Europeu de monitorização de aves comuns (PECBMS), coordenado pela Birdlife International e pelo European Bird Census Council (EBCC). Este facto significa que os dados do CAC, obtidos em Portugal, estão também a contribuir anualmente para o indicador de aves selvagens da União Europeia. Para saber mais sobre o PECMBS pode carregar aqui, onde estão também disponíveis os resultados deste projecto europeu. A última brochura do PECBMS pode ser descarregada directamente nesta página (ver “Documentos”, em baixo).


Objectivos
Os principais objectivos deste projecto são:
- Obter informação sobre as variações populacionais de um vasto conjunto de espécies de aves nidificantes em Portugal e calcular anualmente os respectivos índices específicos, que indicam a variação da abundância relativamente ao ano inicial;
- Criar e divulgar o “Índice de Aves Comuns”, que inclua a generalidade das espécies, bem como bem como a sua actualização anual;
- Calcular índices compostos por grupos de espécies associadas aos principais tipos de habitat em Portugal, nomeadamente agrícola e florestal;
- Contribuir anualmente para o Esquema Pan-Europeu de Monitorização de Aves Comuns (PECBMS), com os dados das tendências populacionais das espécies portuguesas;
- Promover a conservação das aves e dos seus habitats através do envolvimento directo de um grande número de voluntários em projectos decisivos de monitorização de aves.


Como colaborar
O Censo de Aves Comuns funciona numa base de participação voluntária de colaboradores de campo. Cada observador fica responsável por uma ou duas quadrículas UTM de 10x10 km, onde se pretende que assegure anualmente a realização de censos de aves, de forma a permitir uma monitorização continuada das aves e seus habitats.

Existem cinco Coordenadores Regionais, cada um dos quais responsável pela coordenação dos trabalhos numa zona do território:
- Região Norte (distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda) – Rui Pedroso (cacnorte@gmail.com)
- Região Centro (distritos de Leiria, Lisboa, Santarém, Castelo Branco e Portalegre) – Ana Isabel Leal (caccentro@gmail.com)
- Região Sul (distritos de Setúbal, Évora, Beja e Faro) – Ana Teresa Marques (cacsul@gmail.com)
- Madeira – Ana Isabel Fagundes (spea.madeira@sapo.pt)
- Açores – Hugo Sampaio (cac.azores@gmail.com)

Se possui alguns conhecimentos de identificação de aves, mas principalmente se tem vontade de participar neste projecto, junte-se a nós! A sua contribuição é fundamental!
Quem estiver interessado(a) em colaborar no Censo de Aves Comuns deve contactar o Coordenador Regional da área onde pretende realizar o trabalho de campo.


Equipa de Coordenação
A gestão deste projecto é actualmente assegurada pelos seguintes elementos:

Coordenador Nacional

» Ricardo Martins (ricardo.martins@spea.pt);

Apoio e supervisão à Coordenação
» Luís Costa (Director Executivo da SPEA)
» Domingos Leitão (Coordenador do Programa Terrestre da SPEA)
» José Pedro Tavares (Country Programmes Officer da RSPB para a Turquia, Portugal e Grécia)

Gestão e Análise de Dados
» Ana Meirinho (SPEA)

Coordenadores Regionais
» Rui Pedroso (Região Norte)
» Ana Isabel Leal (Região Centro)
» Ana Teresa Marques (Região Sul)
» Ana Isabel Fagundes (Madeira)
» Hugo Sampaio (Açores)

Resumo Metodológico
No primeiro ano em que cada quadrícula é monitorizada, antes de se realizarem censos de aves, deve ser feita uma visita inicial dedicada apenas ao reconhecimento da área e à selecção dos 20 pontos de escuta, que devem ficar distribuídos pelos diferentes habitats da quadrícula e estar distanciados pelo menos 1Km entre si. Nesta visita à quadrícula é feito um primeiro registo (relativamente detalhado) do habitat de cada ponto.
Cada quadrícula deve ser visitada duas vezes por ano para realização de censos de aves. A primeira deve ter lugar em Abril e a segunda em Maio (nos Açores a época decorre 15 dias mais tarde), devendo assegurar-se um intervalo mínimo de 30 dias entre ambas.
A duração dos censos é de 5 minutos em cada ponto e cada visita sequencial aos 20 pontos tem de ser feita num só dia, mais concretamente entre o amanhecer e as 4 horas seguintes (devendo terminar aproximadamente às 11:00 11:00 na primeira visita e às 10:30 na segunda visita).
De ano para ano, os censos nas quadrículas devem ser feitos sempre nos mesmos pontos e respeitar a ordem definida inicialmente, sendo registadas todas as alterações que sejam detectadas no habitat.


Saídas de Formação 2010
Tal como nos anos anteriores, a equipa de coordenação do projecto voltou a organizar, para a Primavera de 2010, saídas de formação gratuitas para sócios e não sócios da SPEA.
O objectivo principal destas acções é mostrar aos participantes como se aplica no campo a metodologia do projecto, através de uma saída de campo de um dia, numa perspectiva de formação dos observadores.
O público alvo destas saídas são principalmente os observadores de aves interessados em participar no CAC ou actuais colaboradores que:
- têm menor experiência na identificação de espécies (principalmente auditiva);
- pensam vir a sentir (ou sentem actualmente) dificuldade em qualquer dos aspectos da aplicação da metodologia no campo.
Os temas a abordar vão incluir: “Treino na identificação de aves”, “Primeiras abordagens a uma quadrícula”, “Realização dos censos e registo dos dados” e “Preenchimento de fichas resumo e envio dos dados”.

Estamos a organizar sete saídas de campo, tendo lugar em várias regiões do país. Para mais informações e inscrições, basta clicar na saída pretendida:
» Mogadouro, 21 de Março (CAC-Norte)
» Coimbra, 20 Março (CAC-Norte)
» Cartaxo, 14 Março (CAC-Centro)
» Messejana-Aljustrel, 14 Março (CAC-Sul)
» Madeira (Funchal), 3 Abril (CAC-Madeira)
» Faial, 10 Abril (CAC-Açores)
» Pico, 11 Abril (CAC-Açores)

Inscreva-se e contribua para este importante projecto!

Balanço da época de campo de 2009 e evolução desde 2004

A figura apresentada mostra a evolução do número de quadrículas atribuídas e visitadas (1 ou 2 voltas) desde 2004, em cada região, da qual se destacam os seguintes aspectos:
- Em 2009 atingiram-se recordes de participação de voluntários, com 153 quadrículas atribuídas e 109 visitadas, em todo o país;
- A comparação dos dois gráficos mostra que parte das quadrículas atribuídas acabam por não ser visitadas, em cada ano. Este efeito é normal num projecto com estas características e em geral a “taxa de concretização” até se pode considerar bastante aceitável, já que tem variado entre 71 e 85%, no contexto nacional.
- Usando como medida as quadrículas visitadas, a tendência é de estabilidade ou algum crescimento no Centro e no Sul, mas continua ligeiramente negativa na Madeira. No Norte, apesar da diminuição da participação até 2008, verificou-se um aumento em 2009.
- Centro e Sul têm desde o inicio uma cobertura consideravelmente mais expressiva que o Norte (única região comparável em termos de área), sendo a falta de representatividade no Norte um aspecto importante a melhorar no projecto.
- Os Açores tiveram uma excelente adesão logo no 1º ano e aumento no 2º, que permitiram que o nº. de quadrículas atribuídas em todo o país desse um salto em cerca de 20.
- De notar que o número disponível de quadrículas nos arquipélagos da Madeira e Açores é muito mais reduzido que no continente, pelo que o nr de unidades de amostragem visitadas em 2009, por exemplo, corresponde a 46 e 38% dos respectivos territórios insulares, contra um valor de 10% de cobertura no continente, no mesmo ano.


CAC no VI Congresso de Ornitologia da SPEA
O Censo de Aves Comuns esteve representado (pela sua equipa de Coordenação) no VI Congresso de Ornitologia da SPEA e IV Congresso Ibérico de Ornitologia, que decorreu em Elvas, em Dezembro de 2009. Foi efectuada uma apresentação, em sessão plenária, intitulada “Censo de Aves Comuns e a criação de um indicador de biodiversidade em Portugal" onde se divulgou a criação do Índice de Aves Comuns e se mostrou os principais resultados do CAC, com base nos dados até 2008. Foi também organizado um Workshop, que consistiu numa sessão aberta que contou com a participação de colaboradores e interessados no CAC, onde foi discutido o balanço do projecto desde 2004 e foi efectuada uma demonstração do novo método de introdução de dados online, através do portal PortugalAves. Pode descarregar ambas as apresentações nesta página (ver “Documentos”, em baixo).


Documentos

1) Apresentação sobre a Criação do Índice de Aves Comuns em Portugal (VI Congresso de Ornitologia da SPEA)

2) Apresentação sobre Balanço de 6 anos do projecto CAC (VI Congresso de Ornitologia da SPEA)

3) Relatório do Censo de Aves Comuns nos Açores (2007-2008)

4) Brochura "The State of Europe's Common Birds 2008" (PEBCM)

5) Manual com as instruções

6) Fichas de registo para download:
- Ficha de campo
- Ficha Resumo

- Ficha de Habitats
- Códigos de preenchimento da ficha de habitats (Açores)
- Códigos de preenchimento da ficha de habitats (Madeira e Portugal Continental)

7) Poster apresentado na 17ª Conferência Internacional do EBCC, em 2007 (versão A4)


8) Relatório do Censo de Aves Comuns para as épocas de 2004 e 2005

 

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