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A Nossa Missão
A SPEA é uma ONG de ambiente sem fins lucrativos, que tem por missão trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras.
Comunicados


SPEA apresenta posição sobre caça nos Açores


Numa altura em que a caça é debatida na região dos Açores, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) vem apresentar a sua posição sobre as medidas que considera fundamentais para que caça e conservação do ambiente possam ser compatíveis tendo como objectivo final a conservação das aves e dos seus habitats, da biodiversidade em geral e favorável à gestão das Áreas Protegidas açorianas.

Defende-se a suspensão da caça com munições de chumbo em sistemas aquáticos, a suspensão de caça aos patos, a suspensão de introdução de espécies exóticas e a regulamentação da caça em áreas protegidas e de interesse para turismo de natureza. As medidas propostas são, na visão da SPEA realistas, objectivas e, se implementadas pelo Governo, poderão colocar a região dos Açores na vanguarda da caça sustentável a nível europeu.

A SPEA integra e apoia a Iniciativa de Caça Sustentável, promovida pela Comissão Europeia desde 2002 e debatida entre a BirdLife International e a Federação de Associações de Caça e Conservação da União Europeia (FACE). A iniciativa defende uma caça sustentável e reconhece que esta é um dos usos possíveis do território integrado na Rede Natura 2000, sendo positivo o envolvimento dos caçadores que tenham consciência da importância da biodiversidade e dos valores naturais nessa rede de sítios. Dado o debate que tem sido levantado nos últimos tempos e, que em parte, tem sido confuso por partir do pressuposto falso que o novo decreto de conservação da biodiversidade na Região veio alterar a regulamentação da caça nos Açores, vem a SPEA divulgar o seu documento de posição, disponível na íntegra em http://www.spea.pt e enviado em carta aberta ao Secretário Regional da Agricultura e Florestas, entidade com competências na gestão cinegética na Região.

Nos últimos anos, novos temas têm surgido em relação à caça. É hoje reconhecido que as munições com chumbo devem ser banidas porque contaminam os recursos hídricos e são responsáveis pela morte de aves aquáticas; também no campo da conservação da biodiversidade, a introdução de espécies exóticas (plantas e animais) em sistemas insulares é uma das principais ameaças pelo risco de poderem assumirem características invasoras e poderem transmitir doenças. Para além disso, os Açores constituem cada vez um destino turístico de natureza de eleição, não fazendo sentido que os turistas e visitantes locais dos trilhos pedestres e das Áreas Protegidas se sintam condicionados ou em risco nos dias de caça. No sentido de resolver estes e outros problemas, a SPEA considera urgente que o Governo Regional considere as seguintes medidas:

1.    Banir o uso de munições com chumbo em todas as zonas húmidas, para erradicar os problemas do saturnismo;
2.    Suspender a caça aos patos, libertando as zonas húmidas (lagoas e pauis) de uma perturbação e contaminação desnecessárias;
3.    Implementar um sistema de monitorização das populações de codorniz e narceja, semelhantes ao da galinhola, e tornar públicas as estatísticas de abate anual destas espécies cinegéticas;
4.    Banir a introdução na natureza de quaisquer espécies exóticas e a libertação de espécies, ainda que nativas, que provenham de criação em cativeiro com origem fora dos Açores;
5.    Impedir a caça nas imediações dos trilhos pedestres classificados e das Áreas Protegidas e Áreas Importantes para as Aves, permitindo o seu usufruto e utilização por visitantes e turistas em qualquer altura do ano e da semana.
Para Luís Costa, Director Executivo, "se as acções que a SPEA defende forem seguidas, a região dos Açores poderá ser reconhecida como um território na vanguarda da caça sustentável a nível da União Europeia, tornando os caçadores intervenientes activos na conservação dos valores naturais únicos que temos que continuar a defender."

Comunicado de Imprensa (PDF)


Carta aberta sobre caça na Região Autónoma dos Açores





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