Bem vindo ao site da SPEA - sociedade portuguesa para o estudo de aves

Opções do site

Subscrever Newsletter

Outras opções do site

Pesquisar no site

Data actual

Principais opções do site

D
S
T
Q
Q
S
S
 
 
 
1
2
3
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
19
20
21
22
23
24
25
26
28
30
 
 
A Nossa Missão
A SPEA é uma ONG de ambiente sem fins lucrativos, que tem por missão trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras.
Notícias


São Tomé e Príncipe | Expedição às Tinhosas concluída com sucesso


19 de fevereirode 2013

Foi concluída com sucesso a primeira expedição BirdLife, liderada pela SPEA, às Tinhosas, em São Tomé e Príncipe, a maior colónia de aves marinhas do golfo da Guiné. Foram elaboradas estimativas da população nidificante das aves marinhas na ilha Tinhosa Grande, e feito o levantamento de potenciais ameaças. Um relatório será disponibilizado em breve com a informação recolhida. A SPEA gostaria de agradecer ao Bom Bom Island Resort, pelo apoio prestado.

São Tomé e Príncipe é provavelmente um dos últimos refúgios naturais amplamente desconhecidos em África, no que diz respeito à biodiversidade. As florestas do país são o habitat de 28 espécies de aves endémicas, um número extraordinário considerando o tamanho do país. A título de comparação, as ilhas Galápagos têm uma área oito vezes maior, e possuem apenas 22 endemismos de avifauna.

No entanto esta pérola do Golfo da Guiné está sujeita a uma crescente pressão humana. A destruição de habitat, juntamente com a ausência de monitorização e conhecimento sobre a fenologia das espécies, são as maiores ameaças ao ecossistema nativo.
Um protocolo entre o governo de São Tomé e a empresa Agripalma definiu uma concessão de 5.000 hectares para exploração de óleo de palma, e os trabalhos de desflorestação e plantação ocorrem desde 2010. De acordo com Agripalma, este é o tamanho mínimo necessário, a fim de assegurar a rentabilidade do empreendimento.
Infelizmente, e de acordo com visitas anteriores da SPEA e RSPB, estes 5.000 hectares incluem ricas zonas de floresta secundária localizadas na periferia ou directamente dentro do Parque Natural do Obô. Este parque cobre um terço da ilha e é o lar de algumas das aves mais ameaçadas do mundo, espécies Criticamente em Perigo (CR) como a galinhola Bostrychia bocagei, o picanço Lanius newtoni e o anjolô Neospiza concolor.

Se levarmos a sério a preservação dessas espécies emblemáticas, de modo a permitir o desenvolvimento de um país sustentável, devemos agir e devemos fazê-lo agora.

Após uma avaliação anterior feita em 2012, no mês de fevereiro, uma missão conjunta liderada pela SPEA (Português Sociedade para o Estudo das Aves) e financiado pelo RSPB (Royal Society para a Protecção das Aves), chegará em São Tomé, contando com o apoio local da ABS (Associação de Biólogos São Tomenses). O biólogo da SPEA Nuno Barros vai passar dois meses a mapear a área já cortada, e a monitorizar as áreas potencialmente afetadas pela Agripalma. Os resultados dessas pesquisas serão disponibilizadas tanto para Agripalma como para o governo de São Tomé e Príncipe, a fim de informar futuras tomadas de decisões.

Mas os objetivos da SPEA não se focam apenas as espécies terrestres. Com o apoio do Global Seabird Program da BirdLife International, e contando com patrocínio vital do resort Bom-Bom na ilha do Príncipe, SPEA levará a cabo a primeira expedição da BirdLife às ilhas Tinhosas, depois da viagem liderada pelo investigador Luís Monteiro, em 1997.
Este pequeno arquipélago, localizado 12 milhas náuticas a Sudoeste do Príncipe, abriga mais de 300 mil aves marinhas nidificantes, incluindo o alcatraz-pardo Sula leucogaster, o garajau-de-dorso-preto Onychoprion fuscata, a tinhosa Anous stollidus, a tinhosa-de-barrete Anous minutus, e o rabo-de-palha-de-bico-laranja Phaeton lepturus. Algumas outras espécies, tais como o garajau-de-dorso-castanho Onychoprion anaethetus e o roque-de-castro Oceanodroma castro, poderão também criar no arquipélago, mas até agora a nidificação não foi confirmada.

"Estamos muito entusiasmados com esta expedição", diz Nuno Barros. "São Tomé e Príncipe é um hotspots de biodiversidade a nível mundial,. Ainda há muito a ser feito em termos de recolha de dados, monitorização e gestão, e esperamos que este seja o primeiro de uma série de projetos, no sentido de evitar que São Tomé ponha em risco as suas riquezas naturais únicas, antes mesmo de estas se tornarem do conhecimento da comunidade científica e do público em geral."

Esta expedição tem o apoio de:



Foto: © José Pedro Tavares






Política de privacidade, adicione aos favoritos, sugira este site © 2010 spea - Todos os direitos reservados.
Seara.com