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A Nossa Missão
A SPEA é uma ONG de ambiente sem fins lucrativos, que tem por missão trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras.
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Minimização de impactes
Avaliação e minimização de impactes

Face ao desconhecimento desta problemática nos Açores, surgiu em 2007 uma parceria entre a SPEA e a EDA no âmbito do Plano de Promoção do Desempenho Ambiental desta empresa: PPDA I (2007-2009).
Iniciava-se o projeto Linhas Elétricas e Avifauna dos Açores com o objetivo de saber até que ponto as linhas elétricas poderiam estar a afetar as populações de aves.
Em dois anos de trabalho estimou-se o número de aves mortas anualmente por interação com as linhas elétricas, identificaram-se as espécies mais afetadas bem como os locais e tipologias de apoio com maior mortalidade.
Em 237 km encontraram-se 315 aves mortas por colisão, estimando-se a morte anual de 2630 aves nesta extensão de linhas.
Em 1765 postes detetaram-se 137 aves eletrocutadas, estimando-se 395 mortes por ano.
Verificou-se que as espécies mais afetadas são o Milhafre Buteo buteo rothschildi (por eletrocussão), a Narceja Gallinago gallinago e a Galinhola Scolopax rusticola, estas duas por colisão com os cabos elétricos.
Em cada ilha descobriram-se alguns locais onde ocorre mais mortalidade e no arquipélago concluiu-se que as ilhas com maior número de incidentes foram Santa Maria, Graciosa, Terceira e Pico.
Identificaram-se ainda as principais tipologias de apoio responsáveis pela eletrocussão de aves: Postos de Transformação (PT) e Seccionadores verticais com Descarregadores de Sobre-Tensão (DST) na cabeça do apoio; Seccionadores horizontais; apoios com isoladores rígidos e Derivações.


PPDA II (2009-2011)

Após os resultados do PPDA I os estudos prosseguem, visando agora:
- prospetar o maior número de apoios das tipologias consideradas perigosas;
- proceder a alterações na rede elétrica que diminuam a mortalidade de aves por eletrocussão e colisão,
- e monitorizar a eficácia dessas alterações.

Foram já realizadas visitas às diferentes ilhas, a um grande número de apoios de tipologias perigosas, de modo a aumentar o conhecimento sobre os locais onde ocorre mortalidade de aves por eletrocussão. Dentro das tipologias consideradas mais perigosas, aquelas onde se tem verificado maior mortalidade são os Seccionadores horizontais na cabeça do apoio, as Derivações e os Postos de Transformação com DST na cabeça do apoio.

Através destes dados, para cada ilha são estabelecidas Listas de Prioridades de Intervenção que ordenam os apoios com mortalidade verificada segundo a celeridade com que devem ser corrigidos. Apesar de todos eles serem de tipologias consideradas perigosas, há uns que causam maior mortalidade, surgindo assim no topo da Lista.
Estas Listas podem então ser utilizadas pela EDA, no Plano de Trabalhos Anual, para estabelecer alterações à Rede Elétrica que contribuem para a diminuição da mortalidade de aves.
As aves tendem a pousar nos locais mais altos dos postes, onde a proximidade às estruturas e fios elétricos aumenta a probabilidade de eletrocussão. Assim as alterações passam por afastar essas estruturas e fios do local de pouso.
Nos apoios corrigidos são realizadas monitorizações para verificar a eficácia das alterações e poder comprovar que não ocorrem mais incidentes de eletrocussão de aves.
Esta adoção de tipologias modernas, por parte da EDA, permitiu verificar, até agora, que o número de aves eletrocutadas nesses apoios tem sido nulo, contudo os estudos prosseguem para obter dados mais significativos.
Estão ainda previstas prospeções a linhas elétricas situadas em pastagens e matos de montanha para localizar os troços de linha elétrica onde morrem mais galinholas e narcejas por colisão.
Nesses locais serão aplicados sinalizadores nos cabos condutores para aumentar a sua visibilidade e diminuir a mortalidade das aves.


Documentos


Foto:
Passagem dos DST da cabeça do apoio para uma travessa abaixo. Mudanças efetuadas numa Transição Aéreo-subterrânea na Graciosa © Carla Veríssimo







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