A Iniciativa Gulbenkian Oceanos (IGO) é um programa da Gulbenkian que visa - entre outros - a produção de informação necessária à conservação e boa gestão dos oceanos e dos ecossistemas marinhos, nomeadamente para informar os processos de tomada de decisão.
Com um horizonte temporal de 2013 a 2018, apoia a valoração económica dos serviços dos ecossistemas marinhos (SEM) – enquanto ativos estratégicos de desenvolvimento, assente num desenvolvimento económico sustentável e centrado no bem-estar humano – através de atividades em três domínios: investigação científica, perceção pública e promoção de novas políticas.
No âmbito do domínio da investigação científica a IGO financia um projeto de investigação interdisciplinar que visa determinar o valor económico dos SEM em Portugal. O projeto é coordenado por Antonieta Cunha e Sá (
Nova School of Business and Economics) e Henrique Queiroga, investigador do CESAM e professor do Departamento de Biologia (
Universidade de Aveiro).
No âmbito do domínio da promoção de novas políticas, a IGO tem apoiado ainda diversos projetos, entre os quais dois – que embora com objetivos distintos – se cruzam geográfica e temporalmente: (i) Avaliação do potencial de desenvolvimento de um processo de co-gestão em pescas no eixo Peniche-Nazaré, coordenado pelo
WWF-Portugal; e (ii) Avaliação dos serviços dos ecossistemas em áreas marinhas protegidas – dois casos de estudo na costa centro de Portugal Continental.
O projeto ‘
Avaliação dos serviços dos ecossistemas em áreas marinhas protegidas – dois casos de estudo na costa centro de Portugal Continental’ foi o projeto selecionado em 2014 a ser financiado por este programa, no âmbito da abertura de um concurso dirigido a Organizações Não Governamentais de Ambiente (ONGAs) e Grupos de Ação Costeira (GACs). Este projeto enquadra-se nos objetivos da IGO, particularmente na contribuição para a integração do valor económico dos serviços dos ecossistemas marinhos na designação e gestão de áreas marinhas protegidas (AMP). Acresce ainda o grande enfoque do projeto no envolvimento dos agentes locais na identificação e valoração de alguns serviços dos ecossistemas, bem como o fato dos resultados deste projeto contribuírem para informar os decisores políticos sobre os benefícios da implementação e adequada gestão de AMP, o que terá um elevado impacto na conservação dos recursos marinhos em Portugal. Esta informação servirá ainda para promover o valor dos serviços dos ecossistemas em AMP a nível internacional.
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