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A Nossa Missão
A SPEA é uma ONG de ambiente sem fins lucrativos, que tem por missão trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras.
Notícias


III Atlas das Aves Nidificantes de Portugal (2015-2018)


O terceiro Atlas das Aves Nidificante de Portugal é um projeto de participação nacional com o contributo imprescindível de muitos ornitólogos, amadores e profissionais. A iniciativa foi lançada pela SPEA, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, Laboratório de Ornitologia da Universidade de Évora e Serviço do Parque Natural da Madeira. A primeira época de campo foi particularmente difícil para a organização e para todos os colaboradores, devido à ausência de qualquer apoio financeiro. Esta situação impossibilitou a existência de ajudas para as deslocações dos colaboradores voluntários e a existência de uma equipa de coordenação a tempo inteiro, que um projecto destes requer. Para além destas dificuldades, os colaboradores do atlas ainda tiverem que se adaptar a um novo sistema de quadrículas (de acordo com o sistema de referência europeu ETRS), e uma nova plataforma de registo dos dados, com sede no PortugalAves/eBird. Mesmo assim, muitos aceitaram o desafio e deitaram mãos à obra com entusiasmo. Pretendemos com esta nota dar a conhecer alguns dos resultados desta primeira época de campo.

Participaram nesta primeira fase do atlas cerca de 140 ornitólogos, onde se incluem oito 8 elementos da comissão científica, 30 profissionais, principalmente do ICNF, mas também da SPEA e da Universidade de Évora, 18 responsáveis regionais voluntários e 80 colaboradores voluntários de campo. Deste grupo, mais de 100 ornitólogos fizeram visitas sistemáticas às quadrículas. Estas visitas sistemáticas foram complementadas por registos pontuais, resultantes das atividades destes ornitólogos e de todos os outros (muitos) que utilizam o portal PortugalAves/eBird.

Foram amostradas com visitas sistemáticas 150 quadrículas. Na Madeira não foram realizadas visitas sistemáticas este ano e nos Açores foram cobertas oito quadrículas. No Continente a maior parte das quadrículas completas estão localizadas no Norte e Centro e na região de Lisboa (ver mapa de cobertura). Para além das visitas sistemáticas, mais de 650 quadrículas tiveram registos adicionais.

Os resultados apurados até à data mostram-nos diferentes situações (ver tabela, com dados apenas para o Continente). Espécies comuns com um grau de cobertura superior a 30% comparativamente aos resultados totais do Atlas, como o trigueirão (Emberiza calandra), a andorinha-das-chaminés (Hirundo rústica) e o melro (Turdus merula). Por outro lado, temos espécies mais localizadas com uma cobertura ainda muito baixa, face ao atlas anterior, como a cegonha-preta (Ciconia nigra) e guarda-rios (Alcedo atthis). Estes dados ainda muito preliminares, mostram a distribuição de algumas espécies raras cujas populações nidificantes aumentaram substancialmente face à situação no Atlas anterior, como a tadorna (Tadorna tadorna) e o colhereiro (Platalea leucorodia).

Estes dados ilustram essencialmente o esforço que todos os ornitólogos, profissionais e voluntários, colocaram neste projeto. São resultados animadores, que incentivam a continuar por mais três épocas. As más notícias são que ainda não haverá financiamento para a próxima época de campo (primavera de 2016), ao contrário do que seria desejável. Mas os ornitólogos portugueses já provaram por várias vezes que coletivamente são capazes de fazer muito com poucos recursos. Vamos continuar a trabalhar para produzir um III Atlas com toda a qualidade necessária a um projeto deste tipo.

As inscrições para a nova época de campo, que começa a 15 março já estão já abertas!

Obrigado a todos!
Domingos Leitão - Coordenador do Atlas

Downloads:

- Tabela com dados do continente
- Mapas (.zip)

Foto: Pisco-de-peito-ruivo © Carlos Ribeiro

16 de fevereiro de 2016





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