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A Nossa Missão
A SPEA é uma ONG de ambiente sem fins lucrativos, que tem por missão trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras.
Notícias


Investir no futuro: 10 anos de SPEA no Corvo


Nas eleições deste ano, entre aqueles que vão pela primeira vez às urnas estarão jovens que, no Corvo, cresceram com a SPEA. Desde os 8 anos de idade, terão ajudado a criar plantas nativas, e a salvar cagarros Calonectris borealis e estapagados Puffinus puffinus. Pelo caminho, terão ganho a consciência de que as suas ações e escolhas afetam a natureza da sua ilha.

O impacto de 10 anos de presença da SPEA no Corvo vai muito para além dos sucessos de conservação e investigação. Está no facto de as pessoas terem gravado no telemóvel o número de telefone de Tânia Pipa, a nossa técnica de conservação na ilha, ou no facto de a SPEA pertencer ao Conselho d’Ilha. “Isto mostra que acham que a nossa participação na ilha é importante”, diz Tânia Pipa. Este reconhecimento vem da dedicação e disponibilidade da Tânia Pipa e dos outros técnicos da SPEA que têm passado pela ilha ao longo dos anos.

O programa SOS Cagarro, por exemplo, já decorria desde 1995, mas ganhou outro impulso com a chegada da SPEA em 2009. “Temos brigadas com 20 pessoas, a maioria jovens, mas agora até já a senhora de 90 anos liga às horas que for preciso a dizer que tem um cagarro. Toda a gente colabora”, diz Tânia Pipa. O empenho da população é importante, pois o Corvo é talvez a ilha com mais cagarros por área, no arquipélago onde nidifica 75% da população mundial da espécie. Acompanhar esta e outras espécies ao longo de 10 anos fornece conhecimentos preciosos, que têm feito do Corvo um importante foco para cientistas interessados em estudar as aves marinhas – e a quem a SPEA acolhe e apoia sempre que possível.

Ao mesmo tempo, fizemos dos cagarros verdadeiros embaixadores da ilha. Graças às transmissões da “Lua-de-mel no Corvo”, pessoas em 96 países já puderam acompanhar o crescimento de seis crias de cagarro – e testemunhar por duas vezes o que um gato pode fazer a uma cria de ave.

O apoio da população e das entidades locais, em particular a Câmara Municipal do Corvo e o Parque Natural, é crucial para conservar estas espécies – sobretudo em situações delicadas como esta. No Corvo, um estudo da SPEA verificou que 84% das crias de cagarro que eram mortas por predadores eram vítimas de gatos. Para tentar mitigar essa ameaça, criámos a Reserva Biológica do Corvo, onde construímos uma vedação própria para impedir a passagem de gatos, ratos e outros predadores: a primeira a ser testada na Europa. Ao mesmo tempo, trabalhando com a população e com as autoridades locais, implementámos um programa de esterilização de gatos que conta com o apoio dos Serviços de Desenvolvimento Agrário das Flores e Corvo.

Para restaurar a vegetação natural da ilha, criámos um estufim na Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira. Aqui, os jovens corvinos põem mãos à obra e contribuem para a produção de plantas nativas como a rara não-me-esqueças Myosotis azorica, que só existe no Grupo Ocidental. As plantas produzidas no estufim servem para restaurar a beleza natural por toda a ilha, desde o Parque Natural até aos jardins – tanto municipais como privados. O resultado está à vista, e faz do Corvo um exemplo de como, agindo em conjunto e pensando a longo-prazo, podemos fazer a diferença.


17 de julho de 2019
Foto: Joaquim Teodósio










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