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A Nossa Missão
A SPEA é uma ONG de ambiente sem fins lucrativos, que tem por missão trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras.
Notícias


O que vimos no Gerês


Este verão, os nossos sócios fizeram uma visita ornitológica à Peneda-Gerês e Barroso acompanhada do nosso guia Rui Machado. Aqui fica um resumo dos momentos altos da semana.

Dia 1

O primeiro dia foi ocupado maioritariamente pela viagem desde a nossa sede em Lisboa. No entanto, não poderíamos deixar de fazer uma paragem pelo caminho em busca de aves, e o sítio escolhido foi a Ria de Aveiro, mais especificamente o percurso de Salreu que começa e acaba no Centro de Interpretação Ambiental do Bioria. Entre as aves mais esperadas (peneireiro-cinzento e garça vermelha) e as menos esperadas (pardal-montês e bispo-de-coroa-amarela), o que marcou o dia foi definitivamente um macho de viuvinha-bico-de-lacre em plumagem nupcial! Este passeriforme é de origem africana, e o seu nome deriva do facto de ser um parasita de outra ave, o bico-de-lacre (outra exótica, bem estabelecida em Portugal).

Viuvinha-bico-de-lacre © José Graça


Dia 2

O segundo dia começou com uma caminhada matinal à volta do hotel, mas o melhor ainda estava para vir. O dia foi marcado por várias observações do elegante picanço-de-dorso-ruivo, e mais tarde tivemos vistas maravilhosas de outra ave colorida: a rara escrevedeira-amarela! Durante o almoço, observámos uma imponente vaca da raça autóctone Barrosã, mas melhor ainda, foi observar as petinhas-das-árvores e o seu espetacular voo nupcial em “pára-quedas”. Estas aves aparecem em Portugal vindas de África em finais de março e partem em outubro. Estão restritas ao norte do nosso país, onde têm o hábito de pousar em pontos altos (árvores ou postes telefónicos). Da parte da tarde, seguimos em direção a Tourém. O ponto alto da tarde foi definitivamente um macho melânico de tartaranhão-caçador que caçava bem perto do grupo! O dia acabou em alta para as aves de rapina, com avistamentos de uma ógea, um falcão-peregrino e dois bútios-vespeiros.
Escrevedeira-amarela ©Teresa Cohen

Dia 3

Este foi dia de visitar a Serra do Larouco, a terceira maior elevação de Portugal Continental. A espécie mais desejada era o melro-das-rochas, mas ele demorou a aparecer…. Entretanto, vimos vários cucos-canoros (que em contradição com o seu nome, estavam em silêncio) e vários casais de chasco-cinzento. Estas duas espécies são estivais e chegam ao nosso país na Primavera (os cucos costumam chegar primeiro, e são muitas vezes associados ao início desta estação). O dia continuou, e a já esperada tempestade chegou, mas antes que o dia chegasse ao fim, o grupo foi surpreendido quando um mamífero esguio se cruzou à sua frente no caminho. Uma busca mais atenta permitiu tirar algumas fotos do animal que viria posteriormente a ser identificado como um visão-americano. Esta espécie é originalmente americana, e foi introduzida em vários pontos da Europa, incluindo o Norte de Portugal.

Dia 4

Neste dia o destino era Castro Laboreiro e a viagem fez-se por territórios do lobo ibérico e desfrutando das belas paisagens que esta zona tem para oferecer. A música composta pelos diversos cantos de aves (como chapins-carvoeiros, trepadeiras-comum, estrelinhas-reais) dava vontade de ficar por aqui, e não voltar para Lisboa… O almoço foi tomado na margem do rio Castro Laboreiro, próximo duma ponte antiga, onde as águas calmas e cristalinas convidavam a um mergulho (que teve de ficar para uma próxima visita!). A tarde foi marcada pela ave tão procurada: o melro-das-rochas! Esta ave é estival, chega a Portugal por volta de abril, e aparece sobretudo nas regiões montanhosas da zona centro/norte do país. Este indivíduo específico deve-se ter sentido observado, com telescópios, binóculos e máquina fotográficas todos apontados para ele.

Dia 5

O último dia viu-nos regressar a Lisboa, mas pelo caminho parámos na Barrinha de Esmoriz, um habitat lagunar costeiro de água salobra. Um macho de escrevedeira-dos-caniços cantava com orgulho e deixou-nos observá-lo bem. Um garçote levantou voo, e refugiou-se imediatamente nos caniços (comportamento típico desta espécie). A surpresa do dia foram duas rolas-bravas em voo, e mais duas a alimentarem-se nas dunas. A rola-brava está em alarmante declínio em Portugal e na Europa, pelo que foi um privilégio observá-las tão de perto!



Estamos a planear as próximas visitas SPEA, para 2020. Esteja atento à nossa newsletter para saber mais.


Para saber mais sobre esta visita, leia o relatório escrito pelo guia.


Imagem de abertura: Picanço-de-dorso-ruivo ©José Graça
29 de outubro de 2019





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