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A Nossa Missão
A SPEA é uma ONG de ambiente sem fins lucrativos, que tem por missão trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras.
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Comité Português Raridades
O Comité Português de Raridades (CPR) funciona no âmbito da SPEA e iniciou as suas funções em 1 de janeiro de 1995 (entre 1987 e 1994, os registos efetuados em Portugal foram avaliados pelo denominado Comité Ibérico de Raridades, que funcionou no âmbito das atividades da SEO-Sociedad Española de Ornitologia). A sua principal tarefa consiste em homologar as observações de aves consideradas de ocorrência rara ou acidental no espaço geográfico português (território continental e arquipélagos dos Açores, Madeira e Selvagens, bem como as respetivas zonas económicas exclusivas).

Todos os observadores de aves que efetuem registos de espécies consideradas raras ou acidentais em Portugal (ver abaixo “Listas de Espécies cujos registos estão sujeitos a homologação”), são convidados a enviar fotografia(s) e/ou descrição da espécie observada para o CPR, devendo utilizar a ficha de registo a que podem aceder em “Ficha de Registo de Raridades” (ver abaixo).

À medida que vão sendo recebidos, os registos são inseridos numa tabela (ver abaixo “Tabela de registos submetidos ao comité ainda não publicados”), de forma a que os observadores e todos os interessados possam saber a qualquer momento em que fase do processo é que cada registo se encontra (aceite, em circulação, etc.).

No final do processo de análise, quer os registos aceites quer os não aceites de um determinado ano são compilados sob a forma de um relatório e publicados no Anuário Ornitológico da SPEA (ver http://www.spea.pt/pt/publicacoes/anuario-ornitologico/). 

De salientar que a não aceitação/homologação de um dado registo, não significa que o respetivo observador (ou observadores) não tenha de facto, identificado corretamente a espécie submetida; significa apenas que os dados submetidos não foram, na opinião do CPR, suficientemente conclusivos para permitir estabelecer inequivocamente a identificação proposta; por esta razão, e no caso de um registo não ser homologado, o observador (ou observadores) pode solicitar que a decisão seja revista, devendo para tal acrescentar informação relevante.

  • Notícias
Não existem notícias a destacar.


  • Lista de Espécies cujos registos estão sujeitos a homologação:
As espécies cujos registos estão sujeitos a homologação para cada um dos territórios acima indicados, estão descritas nas listas que a seguir se apresentam e que foram revistas em 2011:

As listas apresentadas incluem todas as espécies de ocorrência rara ou acidental observadas pelo menos uma vez na respetiva região até 31 de dezembro de 2009 e cujos registos se encontram documentados na bibliografia.


  • Composição do Comité
Atualmente, o Comité é composto por nove ornitólogos e um secretário, que se reúnem periodicamente e analisam os registos enviados pelos observadores.


Dominic Mitchell
Dominic é o fundador e editor da Birdwatch, a maior revista mensal para observadores de aves na Europa. Ele também escreve em blogs como www.birdingetc.com, é autor de vários livros, incluindo O Guia Fotográfico de Aves Raras da Grã-Bretanha e Europa, e foi membro do conselho da Sociedade Ornitológica do Médio Oriente. Suas viagens incluem cerca de 60 países em todos os continentes, mas a sua maior experiência é em aves do Palearctico ocidental, com um gosto especial pelos Açores. Os seus interesses especiais incluem aves como as gaivotas, as raridades em geral, a fotografia de aves e também gosta de guiar passeios de aves. Vive em Londres, com sua esposa e dois filhos.


João Tiago Tavares
É biólogo e trabalha em Ornitologia desde 1999, tendo estudado, censado e monitorizado via rádio e via satélite desde passeriformes  a aves estepárias, passando pelas aves marinhas do Atlântico Norte até, mais recentemente, às aves de rapina. Hoje dedica-se também à comunicação, principalmente como ilustrador, tendo ilustrado aves desde 2000, em algumas publicações de âmbito nacional. Nos seus tempos livres observa aves principalmente no Sul de Portugal. Fora do nosso país, já observou aves em 13 países de quatro continentes.


Peter Alfrey
Ornitólogo com larga experiência das aves do Paleártico Ocidental, que concentrou a maior parte das suas 60 viagens durante os últimos anos no arquipélago dos Açores (com especial interesse nos passeriformes, identificação de gaivotas e aves marinhas). Publicou numerosos artigos e fotografias em revistas especializadas europeias, incluíndo a Birding World, Dutch Birding, Birdwatch e Limicola e recentemente publicou o seu primeiro livro. Reside no Reino Unido, em Londres e é um ávido observador local, escritor, fotógrafo e ativista ambiental. Possui uma licenciatura em ciências e é diretor da sua própria empresa de gestão ambiental. É membro do CPR desde 2009.


Pierre-Andre Crochet
Atualmente trabalha como cientista para o CNRS francês (Centro Nacional de Pesquisa Científica), instituto especializado em biologia evolutiva, sistemática e no estudo da biodiversidade. Ele tem sido um observador de aves muito empenhado há mais de 20 anos, com extensa experiência em espécies da Europa, Norte de África e Médio Oriente. Como observador de aves, ele está especialmente interessado na identificação, nas aves errantes e na lista de aves do Paleártico Ocidental. Ele tem visitado os Açores anualmente desde 2005 e já passou lá um total de vários meses. Ele é co-presidente da Comissão taxonómica Consultiva da Associação dos Registos Europeus e Comitês de Raridades (AERC-TAC), membro do Comitê Francês (CAF), membro da Sub-comissão Taxonomica BOURC  (BOURC-TSC),  membro do Comitê Egípcio de Raridades  (EORC) e do comitê de raridades local da sua área de residência (CDH-LR).


Rafael Matias
É biólogo, com uma experiência de cerca de 20 anos de observação de aves. Profissionalmente, nos últimos 4 anos, tem trabalhado com ecologia de aves marinhas nas ilhas Falkland e Selvagens. Observou aves em países de 3 continentes, com repetidas viagens ao Chile ou à Guiné-Bissau, por exemplo. Tem experiência variada no campo da anilhagem, tendo desenvolvido esta atividade em vários países. Interessa-se ainda pelo problema das espécies introduzidas. É autor ou coautor de literatura científica e de divulgação na área da ornitologia, incluindo um guia de identificação de aves exóticas em Portugal. Dedica-se ainda à ilustração e pintura (sendo as aves um dos seus temas preferidos), contando com trabalho publicado em publicações diversas, nacionais e internacionais. É membro do CPR desde 1999.


Ray Tipper
Natural do Reino Unido, observa e estuda aves desde a sua juventude. Deixou o seu país em 1973, tendo passado a maior parte dos 22 anos seguintes em Hong Kong, onde foi representante da WWF e desempenhou um papel importante na defesa da Reserva de Mai Po. Tem experiência de observação de aves no Paleártico e Neártico, tendo iniciado em 1997 a sua carreira profissional como guia de tours para observação de aves. Desde esse ano, já guiou cerca de 60 tours em diversos continentes. É autor de cerca de 20 artigos publicados em revistas especializadas. É fotógrafo de aves com trabalhos publicados em todo o mundo. É membro do CPR desde 2007.

Rui Caratão
Amante da natureza desde a infância e observador de aves há já 20 anos, tem larga experiência de campo com a avifauna em Portugal, tendo já observado aves em países tão distintos como a Turquia e a África do Sul. Trabalha em ornitologia desde 1999 quando participou no Atlas das Aves Nidificantes em Portugal e, desde então, tem alargado a sua experiência de norte a sul do país, realizando censos e monitorizações ao abrigo de projectos levados a cabo por empresas de consultoria ambiental mas também na área da conservação. Tem um especial interesse na identificação de gaivotas do Paleárctico e colabora desde 2012 no Gull Research Organisation (GRO).


Joaquim Muchaxo (secretário)
Nota: O secretário desempenha apenas tarefas de apoio ao comité, não tem direito de voto no processo de homologação dos registos.
Engenheiro informático. Sócio fundador de empresa de tecnologias de informação, com experiência as áreas de computação gráfica, informação geográfica e bases de dados.Começou a fazer observação de aves e fotografia de natureza há cerca de seis anos e tem particular interessa pela identificação de aves e conservação de espécies e habitats.
Colaborou no tratamento de registos para o relatório do Comité Português de Raridades referente aos anos de 2008 e 2009.
É sócio da SPEA desde 2007.


  • Consultor permanente

Colm Moore
Possui um mestrado em Botânica, mas é um apaixonado do estudo e da observação de aves. É autor e coautor de 3 livros e de mais de 60 artigos. Estudou aves em países como a Dinamarca, Irlanda, Israel, Letónia e China.
Tem especial interesse em migração e identificação de aves marinhas, bem como nos taxa abaixo do nível de espécie. Foi membro do Comité Irlandês de Raridades e membro fundador dos Comités Ibérico de Raridades e Português de Raridades.


  • Tabela de Registos Submetidos ao Comité ainda não Publicados
Com a publicação desta tabela, pretende-se disponibilizar informação  relativa aos registos submetidos ao CPR que ainda não foram publicados, incluindo a fase do processo em que cada um deles se encontra (aceite, em circulação pelos membros do CPR, etc...). A tabela será atualizada periodicamente, removendo-se os registos que forem sendo publicados no Anuário Ornitológico e adicionando-se os que forem sendo recebidos.

Anteriormente à divulgação desta lista de registos, e uma vez que não existia uma forma fácil de verificar se uma dada observação havia já sido submetida ou não, alguns registos (em especial aqueles partilhados por vários observadores durante largos períodos de tempo) poderiam não ser enviados ao CPR, na presunção de que já teriam sido submetidos. Com a tabela abaixo publicada, torna-se bastante fácil conferir se um dado registo já foi submetido ou não.

A informação constante neste documento está ordenada por espécie (nome científico) e inclui:
- Código do registo (este código será, sempre que possível, fornecido a cada observador, aquando da submissão ao CPR).
- Espécie.
- Data.
- Local.
- Dados relativos ao registo submetido (nº de indivíduos, sexo, idade, existência de fotos e outros). 
- Situação do registo:
  AC = aceite
  NA = não aceite

Convém salvaguardar que a aceitação de um dado registo mencionada nesta tabela se refere apenas à espécie ou subespécie proposta e não necessariamente a outros dados submetidos, tais como o nº de indivíduos, o sexo ou a idade; a informação homologada acerca desses aspetos será detalhada e publicada no relatório do CPR no Anuário Ornitológico.

Por outro lado, os registos de algumas espécies presentes na tabela (por exemplo Aix galericulata, Aix sponsa, Cygnus atratus) poderão não vir a ser publicados no relatório do CPR (apesar de terem sido homologados) mas sim na secção dedicada às espécies exóticas, por se entender que a probabilidade de representarem fugas de cativeiro é muito grande e/ou não apresentarem populações naturalizadas na Europa, inviabilizando a sua inclusão na categoria C6. 

Importa também referir que, nalguns casos, especialmente nos que envolvem registos que se estenderam por um período alargado de tempo, poderá existir informação adicional acerca das datas finais (por vezes também das iniciais), que não tenha chegado ao CPR. Nessas situações, todas as informações relativas a novas datas são obviamente bem vindas.

Por último, é de realçar que este é um documento de trabalho que pode conter imprecisões ou omissões; caso detete alguma, agradece-se que contacte o CPR  através do e-mail raridades[arroba]spea.pt.






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