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A Nossa Missão
A SPEA é uma ONG de ambiente sem fins lucrativos, que tem por missão trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras.
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A floresta portuguesa
A SPEA tem trabalhado continuamente na protecção e valorização das florestas, das suas aves e demais biodiversidade. O trabalho desenvolvido nos Açores na protecção e recuperação da floresta autóctone (projecto LIFE Priolo, Centro Ambiental do Priolo e projecto LIFE Laurissilva Sustentável) é o exemplo máximo da acção da SPEA. Estamos também envolvidos na promoção do montado de sobro e da cortiça, no desenvolvimento da norma de certificação FSC (Forest Stewardship Council) para Portugal, fazemos parte da Associação para uma Gestão Florestal Responsável, monitorizamos anualmente a biodiversidade das florestas portuguesas através do Censo de Aves Comuns e do Índice de Aves Comuns de Zonas Florestais, lutamos por uma gestão cinegética sustentável e defendemos inúmeras vezes o investimento em medidas silvo-ambientais, no âmbito dos programas de desenvolvimento rural.


Os 10 mandamentos dos amigos das florestas


Todos nós, enquanto seres individuais, podemos e devemos contribuir para evitar que as florestas continuem a  degradar-se. A SPEA definiu os 10 mandamentos dos amigos das florestas.

1 -  Não atiro beatas para as matas, florestas ou bermas de estrada;
2 - Não faço fogueiras sem ser nos locais indicados para o efeito (ex.: churrasqueiras em parques de merendas)
3 -  Não planto árvores que não tenha a certeza fazer parte da floresta autóctone daquele local
4 - Participo em campanhas de reflorestação que plantam as espécies indicadas para aquele lugar
5 - Não deixo lixo nas matas e florestas quando for passear
6 - No caso de ver fumo ou alguma suspeita de fogo devo aviso de imediato as autoridades
7 - Não devo apanhar flores ou árvores das florestas quando for passear e muito menos plantá-las noutros locais
8 - Devo limpar as matas e florestas no caso de ser proprietário de alguma, de modo a prevenir os incêndios 
9 - Quando compro objectos de madeira, devo certificar-me que é feito a partir de madeira plantada para aquele fim
10 - Quando compro mobiliário devo confirmar se não é feita a partir de nenhuma espécie proveniente de árvores/florestas em perigo e de preferência que tem uma produção mais amiga do ambiente possível.


Principais ameaças à floresta portuguesa

Mais de metade da floresta original do nosso planeta já foi destruída. As causas são diversas, mas destacam-se as que se devem a acções directas do Homem como os incêndios, a desflorestação para plantações e construção de cidades, as pragas e doenças e também a introdução de espécies provenientes de diferentes habitats, as chamadas espécies invasoras. A poluição atmosférica e as alterações climáticas têm também impacto no desaparecimento das florestas, causando secas, e contribuindo para o aumento dos incêndios. Os cenários futuros não são animadores e prevê-se que simultaneamente aos períodos de seca e aumento das temperaturas, haja um aumento das tempestades e períodos de chuva intensa.


A floresta como valor económico

As florestas são uma fonte de riqueza que, quando bem gerida, pode tornar-se inesgotável. Das florestas o homem pode retirar a madeira para fazer mobiliário e papel, carvão, cortiça, resina, cogumelos, frutos silvestres, mel, entre outros. As florestas protegem ainda os solos da erosão, armazenam carbono e purificam o ar e água e regulam os sistemas hidrológicos através do controlo dos caudais. 

O ecoturismo é também uma actividade económica em franco crescimento. Actividades como a observação de aves ou mesmo as caminhadas, são sinónimo de bons momentos passados em harmonia com a natureza, que demonstram bem que conservação e turismo podem andar de mãos dadas. 


Áreas dos povoamentos florestais por espécie de árvore dominante

 Espécie dominante
 Área (x1000) ha
 % 
 Pinheiro-bravo
 976
 30
 Sobreiro
 713
 22
 Eucalipto 
 672
 21
 Azinheira
 462
 14
 Carvalhos
 131
 4
 Pinheiro-manso
 78
 2
 Castanheiro
 41
 1
 Outras folhosas
 102
 3
 Outras resinosas
 27
 1
 Total
 3 201
 100

A importância do Montado

Montados e florestas de sobreiro, azinheira e carvalhos (quercíneas) de Portugal Continental são fontes de biodiversidade. São habitats que sofrem um grau variável de intervenção humana, que vai desde a extracção da cortiça até ao uso múltiplo silvícola, agro-pecuário, apícola, cinegético e turístico. São um exemplo paradigmático de uma exploração florestal múltipla, sustentável, de grande importância socio-económica, cultural e ecológica. A importância ecológica reside no facto destas florestas de sobro e carvalhos funcionarem como barreiras contra a desertificação do solo e contra os incêndios florestais. 

Nas florestas de quercíneas foram catalogadas mais de 700 espécies de plantas, incluindo endemismos ibéricos, como a Peónia (Paeonia broteroi) e o Rosmaninho (Lanvadula luisieri). Ocorrem 24 espécies de répteis e anfíbios e 160 espécies de aves, das quais mais 100 nidificam. Ocorrem também 37 espécies de mamíferos, de onde podemos destacar o Gato-bravo (Felix sylvestris), ameaçado de extinção em toda a Europa, e o Ratinho-de-Cabrera (Microtus cabrerae) e o Lince-ibérico (Lynx pardina), ambos endemismos ibéricos. Esta última espécie é mesmo o felídeo mais ameaçado do mundo, existindo actualmente menos de 120 indivíduos em Portugal e Espanha. 

As aves são indicadores precisos do estado do ambiente nos habitats e ecossistemas, porque estão posicionadas no topo das cadeias alimentares, porque são muito conspícuas e ocorrem vastas áreas. Nestes habitats florestais ocorrem espécies ameaçadas de extinção, como a Cegonha-preta (Ciconia nigra), a Águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti) e a Águia-perdigueira (Hieraaetus fasciatus). Podemos encontrar também espécies raras, como a Águia-cobreira (Circaetus gallicus), o Bútio-vespeiro (Pernis apivorus), o Peneireiro-cinzento (Elanus caeruleus) ou a Toutinegra-real (Sylvia hortensis). Mas acima de tudo podemos observar um fervilhar de dezenas de espécies comuns (aves de rapina diurnas e nocturnas, perdizes, poupas e abelharucos, pica-paus, cotovias, picanços, estorninhos, gaios e pegas, piscos, rouxinois e tordos, felosas e toutinegras, chapins, trepadeiras, pardais, tentilhões e escrevedeiras), que são o indicador da saúde ambiental dos montados e florestas de Sobro. 

A Laurissilva da Madeira, uma biodiversidade única no mundo


Laurissilva é o nome dado a um tipo de floresta húmida subtropical, composta maioritariamente por árvores da família das lauráceas, tais como o Loureiro (Laurus novocanariensis), o Vinhático (Persea indica), o Til (Ocotea foetens) e o Barbusano (Apollonias barbujana).

Ocupando uma área de 15.000 hectares, esta é a mancha de Laurissilva mais extensa e melhor conservada dos arquipélagos da Macaronésia, sendo considerada uma relíquia da floresta subtropical que outrora existiu no sul da Europa e bacia do Mediterrâneo. Devido às suas características únicas, em 1999, foi reconhecida como Património da Humanidade, pela UNESCO.
Ao ser uma floresta pluriestratificada, além das plantas de maior porte, pode ser encontrada uma rica e diversa flora, com exuberantes fetos, musgos, líquenes e outras plantas de pequeno porte a ocuparem diferentes nichos ecológicos.

A sua composição faunística é particularmente rica em vertebrados e invertebrados, destacando-se duas espécies raras de morcegos e duas aves endémicas, o Pombo-trocaz e o Bis-bis. Apesar de discretos mas muito numerosos, na Laurissilva existem mais de 500 espécies de invertebrados, distribuídas pelos moluscos, aracnídeos e insectos.


Fotos: Cortiça © Simon Wates; Montado © SEO - Birdlife; Laurissilva da Madeira © Cátia Gouveia







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